A defesa de Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro, lançou uma resposta firme às últimas acusações envolvendo o uso de redes sociais durante o processo que ele enfrenta no Supremo Tribunal Federal (STF). O foco é a alegação de que Martins teria acessado sua conta no LinkedIn para procurar perfis de terceiros, mesmo estando proibido de utilizar plataformas digitais em virtude das medidas cautelares impostas pelo ministro Alexandre de Moraes. Poder360
Segundo os advogados, não houve qualquer postagem, interação ou manifestação de comunicação digital ativa por parte do ex-assessor, que já foi condenado no STF por sua participação no chamado Núcleo 2 da trama golpista, com pena estipulada em 21 anos de prisão. Eles afirmam que as contas associadas a Martins estão sob a custódia técnica dos próprios representantes legais desde fevereiro de 2024, quando ele foi preso preventivamente, e desde então não foram usadas de forma voluntária para publicar ou interagir com terceiros. Poder360

A defesa também contesta a interpretação de que qualquer acesso passivo possa configurar descumprimento das medidas cautelares. Na manifestação, os advogados argumentam que a proibição de uso de redes sociais deveria se restringir a atos comunicacionais ativos — como postagens, mensagens ou comentários — e não a acessos técnicos que possam ser necessários para organizar elementos relevantes à sua própria defesa. Para eles, qualquer visualização ou consulta em plataformas como o LinkedIn não caracteriza expressão de vontade ou manifestação pública de Martins. Vitória News
O caso ganhou nova intensidade após o ministro Alexandre de Moraes ter estabelecido um prazo de 24 horas para que a defesa esclarecesse a questão sob pena de revogação de benefícios, incluindo o regime de prisão domiciliar, ou até mesmo a decretação de prisão preventiva. A acusação se baseia em uma notícia juntada aos autos de que Martins teria utilizado a rede social profissional para buscar perfis de outras pessoas, o que poderia contrariar as limitações impostas sobre qualquer participação em ambientes digitais. Poder360
Aliados e advogados próximos ao ex-assessor afirmam que a situação expõe um problema mais amplo na condução de processos judiciais com forte componente político: a tendência de interpretar tecnicalidades como desobediência judicial ou tentativa de burla às regras impostas pelo Judiciário. Para esse grupo, a atuação da defesa é técnica, voltada à organização de fatos e provas, e não um meio de influência ou comunicação pública. Vitória News
O episódio também reacende críticas ao papel do Supremo em casos de grande impacto político, onde cada detalhe de procedimento é imediatamente transformado em narrativa de vitória ou derrota por opositores e apoiadores. Para setores mais alinhados com o campo conservador, a interpretação rígida de medidas cautelares pode criar precedentes perigosos que ampliam o alcance do Judiciário sobre a esfera pessoal e jurídica de réus em contexto altamente politizado. Poder360
Para a defesa, a posição agora é clara: reafirmar que não houve violação das medidas cautelares nem uso ativo de redes sociais por Martins, e que qualquer interpretação em sentido contrário pode distorcer a natureza dos fatos. Restará ao STF avaliar os esclarecimentos apresentados dentro do prazo estipulado — decisão que pode influenciar diretamente a continuidade do regime de cumprimento da pena e as próximas fases do processo. Vitória News
