O Botafogo vive dias de tensão financeira. Um relatório recente indica que o clube tem um rombo acima de R$ 500 milhões, fruto de contratações feitas nos últimos anos, principalmente sob John Textor. A situação chegou a tal ponto que há o temor de que o próprio dono — ou seu grupo controlador, o Eagle — recuse formalmente assumir dívidas. Se isso acontecer, a SAF do Botafogo pode ficar à beira da falência.
📉 O tamanho do rombo
- O relatório aponta que o alvinegro carioca precisa de R$ 970 milhões para quitar todas as contratações feitas desde que Textor assumiu.
- Dessas dívidas, R$ 626 milhões devem ser pagos no curto prazo — ou seja, dentro de um ano.
- O clube possui a receber algo em torno de R$ 1,2 bilhão, o que pareceria um alívio, mas muitos desses créditos são devidos pela Eagle, grupo que controla Botafogo — e que, segundo o relatório, tem se negado a reconhecer a dívida.
⚠️ O conflito entre John Textor e Grupo Eagle
- Há uma grande tensão entre John Textor, o empresário que comprou a SAF, e o Grupo Eagle, que financia ou se relaciona com a estrutura de clubes e investimentos dele.
- Textor teria repassado cerca de € 120 milhões (R$ 754 milhões na cotação usada pela matéria) para a Eagle — verba que teria sido usada para socorrer o Lyon (França) em crise financeira, segundo acusações de dentro do Botafogo.
- O problema é que a Eagle agora afirma “não deve nada” oficialmente. Ou seja: nega formalmente que exista obrigação de cobrir essas despesas. Isso deixa o Botafogo num limbo financeiro grave.
🏦 Riscos imediatos pro clube
- Sem esse dinheiro reconhecido e repassado, o Botafogo corre o risco de não conseguir pagar novas contratações nem honrar as dívidas de curto prazo (salários, fornecedores, taxas, etc.).
- A falta de liquidez ou de respaldo do grupo controlador pode comprometer até a continuidade de operações básicas da SAF.
- A reputação institucional do clube também sofre. Fãs, parceiros comerciais, patrocinadores: todos ficam inseguros. O medo é que a “freguesia” de sucesso esportivo se dissemine em crise administrativa/institucional.
🤔 O que levou a isso — como se chegou no abismo
- Grandes gastos em contratações feitas com expectativa de retorno imediato, seja via performance esportiva, seja via receitas de mídia, marketing ou competições. Nem sempre as receitas acompanharam esses gastos. R7 Esportes
- Dependência de financiamentos externos (Eagle, empréstimos) e de transferências de recursos entre clubes (como o Lyon) — o que introduz risco político, cambial e jurídico. R7 Esportes
- Falta de transparência ou disputa interna sobre qual parte do grupo controlador vai assumir quais responsabilidades. Quando uma parte “nega dívida”, o clube fica vulnerável. R7 Esportes
🔍 O que pode acontecer — cenários futuros
- Gestão acirrada de custos: cortes de despesas, renegociação de contratos, venda de jogadores pra levantar caixa rápido.
- Intervenção de credores ou entidades reguladoras: se dívidas fiscais, trabalhistas ou com fornecedores acumularem, pode haver pressões legais.
- Rejeição total por parte da Eagle: se o grupo controlador confirmar que “não deve nada”, Botafogo pode enfrentar grave risco de insolvência ou pedido de recuperação judicial/administrativa.
- Venda parcial de ativos ou participação societária: para trazer injeção de capital imediato, seja vendendo jogadores, patrimônio ou buscando investidores externos.
📝 Conclusão
O Botafogo, que ainda saboreava títulos recentes como a Libertadores e o Brasileirão de 2024, vê-se agora num momento crítico. O problema não é só esportivo — futebol se ganha em campo, mas sobrevive fora dele — é financeiro, institucional, de credibilidade.
Se o clube quiser sair vivo desse buraco de mais de meio bilhão de reais, vai precisar que o dono reconheça responsabilidades, que haja transparência, negociação firme e talvez sacrifícios dos que sempre “ganharam” com o sucesso. E os torcedores? Ficam na expectativa — e com a pulga atrás da orelha.
