Plenário do Senado durante sessão deliberativa extraordinária. Em pronunciamento, senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR). Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), saiu em defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após o jornal britânico The Economist publicar um artigo sugerindo que sua reeleição em 2026 poderia não ser positiva — inclusive por motivos ligados à idade e à condição de saúde do chefe do Executivo. Gleisi classificou a crítica como um reflexo de um “medo” do crescimento econômico brasileiro e de uma tentativa de impor uma visão alinhada aos interesses do chamado mercado financeiro global. Metrópoles
Nas redes sociais, a ministra deixou claro que, para ela, o foco da revista estrangeira estaria deslocado — apontando supostas fragilidades pessoais de Lula em vez de reconhecer o desempenho econômico do país. Gleisi argumentou que o Brasil vive uma fase de recuperação e expansão, com avanços em emprego, renda e outras áreas sociais que, na visão dela, deveriam ser vistos com mais seriedade. Metrópoles

O artigo da The Economist teria usado a idade do presidente como um dos principais argumentos contra sua permanência política, mencionando inclusive procedimentos médicos recentes pelos quais Lula passou. A resposta de Gleisi foi no sentido de desqualificar essa linha de ataque, afirmando que a saúde do líder brasileiro não representa risco e que o verdadeiro motivo por trás das críticas seria um receio quanto às políticas econômicas adotadas pelo governo. Metrópoles
Outro ponto destacado por Gleisi foi a acusação feita pela revista de que as propostas econômicas brasileiras estariam mais concentradas em programas sociais e em arrecadação tributária que em favorecer o ambiente de negócios tradicional. Para ela, isso revela um viés ideológico de setores que preferem que o Brasil volte a priorizar os mandamentos clássicos de mercado — em detrimento de políticas públicas voltadas para o povo, emprego e renda. Metrópoles
A ministra chegou a afirmar que a revista representa interesses de grupos que, segundo ela, fazem “fortunas sem produzir nada”, sugerindo uma desconexão entre as prioridades do veículo estrangeiro e as necessidades da população brasileira. Gleisi reforçou que o objetivo do governo é justamente enfrentar desigualdades e promover crescimento econômico mais amplo, algo que, na sua avaliação, deveria ser valorizado em vez de criticado. Metrópoles
A reação de Gleisi encontrou eco nas lideranças do Partido dos Trabalhadores. O presidente da sigla, Edinho Silva, também utilizou as redes sociais para criticar a interpretação da The Economist, destacando os números positivos da economia nacional, como a queda histórica do desemprego e o aumento da renda média da população, como argumentos contrários à visão apresentada pela revista. Metrópoles
Esse embate ressalta a polarização em torno da imagem internacional do governo brasileiro e de sua condução econômica, especialmente quando vozes estrangeiras comentam o cenário político interno. De um lado, críticos internacionais tendem a focar em aspectos técnicos ou estruturais do país; de outro, aliados do presidente interpretam essas avaliações como ataques ideológicos que não refletem o sentimento popular nem as conquistas recentes. Metrópoles
A discussão ainda deve ganhar mais espaço nos próximos meses, com a aproximação das eleições de 2026 e as análises de cenário político intensificando debates tanto no Brasil quanto no exterior sobre liderança, política econômica e projeção internacional do país. Metrópoles
